terça-feira, 20 de janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Voa, Guriatã do Maracanã...

Obrigada, Guriatã, por fazer eterna "a mensagem deixada por nossos avós e hoje cultivada por nós pra compor (...)" a história do Maranhão!

Causa própria...

E agora? Alguém no Brasil "é alguma coisa" em nome do dado e passado hoje com os seus na Nigéria? O que ocorre fora da Europa "não é Brasil", ainda que haja vidas de brasileiros em risco...
Ah! E, como retorno, pela data de hoje, "Charlie não é Brasil"!
Fico pensando na pequenina mururu oceânica...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Je suis et ne suis pas Charlie... simultanément...eu sou mururu!

Brasil que não se cansa de imitar dores que não tem e colocar o vulgar em oposição ao efêmero; o banal em oposição ao eterno. O mesmo Brasil que execrou Rafinha Bastos e suas piadas agora "é Charlie" e em francês...
Na fria Berlim o apoio aos franceses não se dá pelas mesmas razões que no continente carnavalizado(r). A Alemanha se irmana na dor da recente inimiga - porque um século é ontem para a história - e pontua com os mesmos pixels pretos a imagem da reação ocidental. Deutschland ist Charlie por causa das suas questões internas de movimentos políticos pró e contra a presença de muçulmanos em seu território; Deutschland ist Charlie por causa da vizinhança geográfica dos locais dos atentados; Deutschland ist Charlie por causa da condição ocidental que, por ora, se pensa democrática. A dolorida Berlim, sofregamente forjada no isolamento das guerras e seus espólios chora por si mesma como todos os humanos por seus entes no leito de morte. Outros pontos da Europa e América o fazem pelas mesmas razões...aquelas próprias!
Ao pensar em questões próprias vem a mim a lembrança de um pedacinho de terra pairando isolado à beira de um continente...parece um mururu quase encostando na margem por sobre as águas... apesar de que no oceano...
Eu sou Charlie porque não suporto a ideia de ver inocentes morrendo em qualquer lugar do mundo - ainda mais, violentamente; também o sou porque penso que o riso e a arte não tem limites; sou, ainda, porque sou ocidental e, enquanto tal, democrata; sou porque a Filosofia impõe a paixão do conhecimento e essa paixão consiste na antinomia de antecipação da própria ideia de liberdade...mas não sou Charlie porque essa causa, no fundo, é tão distante do belíssimo e pequeno mururu oceânico de onde venho que, apesar de tudo, pode voar pelos ares de tão pequeno e solto se for incluído entre os inimigos daqueles que inventaram suas causas próprias para o massacre do Charlie; não sou Charlie porque penso nas meninas-bomba explodidas ou por explodir em outro pedaço de terra menos ilustre que o berço conceitual da liberdade política e pouco se falou a respeito; não sou Charlie porque não conheço como minhas as dores das causas de quem matou e de quem morreu na semana passada em qualquer lugar do mundo - no norte, no sul, no leste ou no oeste.
E é isso que o país do carnaval, que de fantasia e máscaras entende muito bem, ainda não entendeu: nós nunca vivemos a guerra e o terror! Nós não conhecemos essas dores e desfilar com as conhecidas plaquinhas pretas com o texto em francês em nada fará autênticas as caminhadas nas landes verde-amarelas - as quais nem por si próprias certas vezes o são. Eis a banalização e vulgarização de uma revolta sagrada!
Meu desejo era o de que as lágrimas em francês e em todas as outras línguas e dialetos não jorrassem como na semana última...mas isto é uma utopia e o  conflito se impõe entre os homens e suas invenções. Assim, por achar que somente as causas pequenas são plenamente autênticas é que digo que sou e não sou Charlie...simultaneamente - o que significa o mesmo que dizer que não sou quaisquer das duas possibilidades. Portanto, sou minha causa inventada por mim pelas razões das minhas raízes: eu sou mururu! E pronto!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Modernidade líquida?

Com "a" verdade se impondo nos passeios públicos europeus? 
verdade + força = medo: nada de novo sob o sol obscuro da Europa…

Sorriso sardônico

Europa que sorri gemendo… aprenderá a um dia a sorrir plenamente?

Sanctus Januarius: sério???

Der du mit dem Flammenspeere
Meiner Seele Eis zertheilt,
Dass sie brausend nun zum Meere
Ihrer höchsten Hoffnung eilt:
Heller stets und stets gesunder,
Frei im liebevollsten Muss: —
Also preist sie deine Wunder,
Schönster Januarius!
(Nietzsche)